
Estive ausente. Ainda bem que procuraram por mim, gostei de saber que esperavam para dobrar o meu pára-quedas...
Por vezes precisamos destas ausências, não muito longas, para perceber se o caminho que escolhemos é ou não o mais correcto.
Estive assim, sozinha com os meus momentos...
É preciso fazermos as nossas ausências para que aqueles de quem gostamos sintam a nossa falta mas não as devemos prolongar por muito tempo para que não sintam que podem viver sem nós (não me lembro do autor). Aplica-se à minha ausência. Acho que podem viver sem mim e eu também posso viver sem eles, afinal nascemos e morremos sozinhos.
Verdade que precisamos de atenção e carinho daqueles que nos acompanham pela vida mas só quando é de livre vontade, de coração... Costumo dizer que já apanhei muitos comboios e espero ter apanhado o último, só não sei se o revisor me deixa chegar ao fim da viagem.
Trocamos de comboio para melhorar, para procurar momentos de felicidade que, não sendo constantes, são o melhor da nossa existência, daí a minha busca...
Comprei um livro, leve, com histórias engraçadas sobre o amor. Estamos todos lá retratados, com as qualidades e defeitos. Chama-se "Estes Difícieis Amores" do Júlio Machado Vaz.
Todos os episódios deste livro têm um pouco do nosso egoísmo, da nossa loucura, do nosso ciúme, da nossa estupidez e ignorância mas sobretudo da nossa capacidade de amar. De ter, ou não, esses momentos de felicidade que nos fazem caminhar, às vezes sós, outras com alguém por breves instantes e aquela que mais me agrada, com aqueles que escolhemos para caminhar lado a lado por todo o tempo. Ainda que só nos nossos sonhos, aquele que escolhemos para ser a nossa última viagem!